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Ipea lança nota sobre desempenho do Brasil em inovação

30 de novembro de 2013

O Ipea apresentou na última sexta-feira (06/12), em Brasília, uma análise preliminar dos principais resultados da última edição da Pesquisa de Inovação (Pintec), divulgada naquela semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Nota Técnica Análise dos dados da Pintec 2011, considerando apenas o setor industrial, a pesquisa mostra que, após um crescimento sistemático da taxa de inovação nas quatro edições anteriores (de 31,52% para 38,11%), houve uma queda para 35,56% no período 2009-2011.

No que diz respeito aos indicadores de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), os dados apontam gastos que representam 0,59% do PIB. Para a diretora de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação do Instituto, Fernanda De Negri, o resultado revela uma estagnação na comparação com 2008 (0,58%).

De Negri avalia que paralização nos indicadores de inovação no Brasil está relacionada, em grande parte, à crise internacional iniciada em 2008, mas também a uma conjuntura desfavorável e a características do próprio setor produtivo brasileiro. Destacam-se aí, a estrutura produtiva especializada em segmentos de menor intensidade tecnológica, a baixa escala de produção das empresas brasileiras e a existência de poucas companhias de capital nacional em segmentos mais intensivos em tecnologia.

O documento chama a atenção para o fato de que setores intensivos em tecnologia estão perdendo espaço na estrutura produtiva do país. O esforço tecnológico aumentou nos últimos anos nos segmentos importantes da indústria, mas a participação deles na economia diminuiu. Isso explica porque o crescimento dos investimentos em P&D na indústria de transformação (de 0,75% do faturamento líquido, em 2008, para 0,83% em 2011) não se traduziu em ampliação na relação P&D/PIB.

A pesquisa do IBGE trouxe ainda dados preocupantes sobre a carência de mão de obra qualificada na área de P&D. Segundo a diretora de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação do instituto, a situação atual reflete a falta, no passado, de políticas públicas de incentivo a formação de profissionais.

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ipea

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