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BNDES inaugura escritório de representação na África

30 de novembro de 2013

O Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu mais um importante passo para
ampliação de sua presença internacional, inaugurando nesta sexta-feira, 6, seu
escritório no continente africano. A representação do BNDES está localizada em
Joanesburgo, na África do Sul.

A ação do Banco visa
ampliar seu relacionamento com as instituições regionais e locais, bem como
aprofundar os conhecimentos sobre o ambiente empresarial africano. A presença
na África deve ajudar a fomentar a realização de mais negócios entre o Brasil e
o continente, contribuindo para o desenvolvimento econômico mútuo. 

O movimento do BNDES
também reafirma a prioridade dada pelo governo brasileiro às relações com a
África. No ano passado, os assuntos referentes ao continente africano passaram
a ser de competência de uma diretoria específica do BNDES.

Participaram da
cerimônia de inauguração o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o diretor
responsável pelos assuntos relativos à África, América Latina e Caribe, Luiz
Eduardo Melin. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando
Pimentel, enviou mensagem em vídeo. 

A cerimônia foi
iniciada com um momento de silêncio em homenagem ao líder sul-africano Nelson
Mandela, que faleceu na véspera. Coutinho afirmou que a cerimônia ocorria em
“um dia de pesar, mas Mandela deve ser uma inspiração para tudo que fizermos
aqui”.

“Esta é uma ocasião
em que nossa dor convive com um senso de futuro, um senso de compromisso e um
componente de esperança em relação ao futuro de nosso relacionamento e ao
futuro da África”, afirmou o presidente do BNDES.

O escritório do BNDES
está localizado no principal centro financeiro do continente, em Joanesburgo,
na África do Sul, país que integra, junto com Brasil, Rússia, Índia e China, o
bloco das potências emergentes conhecido como Brics. Além do escritório na
África, o Banco possui uma representação em Montevidéu e uma subsidiária em
Londres.

Assim como as outras
operações do Banco fora do Brasil, o escritório possui uma estrutura enxuta:
são três empregados do BNDES e dois colaboradores locais. A equipe é chefiada
por Paulo Roberto Araújo, um executivo do BNDES com mais de 20 anos de carreira
e uma extensa experiência junto à Área Internacional do Banco.

A representação vai
prestar informações sobre as modalidades de financiamento às exportações de
bens e serviços brasileiros e sobre os instrumentos de apoio à
internacionalização de empresas brasileiras que buscam oportunidades de negócio
na África (joint ventures, investimento para instalação de novas
unidades/filiais ou para expansão). Também será um canal para contatos mais
ágeis entre o Banco, empresas e organismos com atuação regional.

O trabalho do
escritório, entretanto, não terá caráter operacional. Quando a atuação resultar
em uma possível operação de apoio pelo BNDES, todo o trabalho de enquadramento,
análise, aprovação, contratação e acompanhamento dos projetos continuará sendo
realizado a partir da sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Histórico – O BNDES vem apoiando, desde a década passada,
operações de exportações de bens e serviços brasileiros para a África. Os
projetos incluem obras de geração e transmissão de energia, rodovias,
saneamento, habitação, logística aeroportuária e exportação de aeronaves, além
da exportação de máquinas e equipamentos, incluindo maquinário agrícola.

Desde 2007, o BNDES
desembolsou US$ 2,9 bilhões para operações na África, em países como Angola,
Moçambique, Gana, África do Sul e Guiné Equatorial. Nestas operações o Banco
financia apenas a parcela dos investimentos referentes às exportações de bens e
serviços brasileiros.

A África tornou-se
nos últimos anos uma das regiões do globo com crescimento mais dinâmico. Entre
2003 e 2012, o PIB do continente expandiu-se, em média, 5,1% ao ano, bem acima
da média mundial, que atingiu 2,7% no período, segundo dados do Bird. A melhora
da situação econômica tem ocorrido paralelamente aos processos de estabilização
política e melhoria institucional, reforçando-os.

Ao mesmo tempo, o
crescimento do comércio do Brasil com a África vem acompanhando o crescimento do
comércio internacional africano. Entre 2000 e 2012, a corrente de comércio
entre as duas regiões aumentou mais de seis vezes, passando de US$ 4,9 bilhões
para US$ 26,5 bilhões. O peso da África em relação ao total do intercâmbio
comercial brasileiro com o resto do mundo também foi ampliado. A participação
era de cerca de 3% ao longo da década de 1990 e está atualmente em torno de 6%.

Queremos apoiar a
expansão das atividades das empresas brasileiras na África, mas desejamos fazer
isso de maneira construtiva”, afirmou Coutinho. Ele mencionou o potencial para
associações entre empreendedores africanos e companhias brasileiras, por meio
de parcerias e também pela transferência de tecnologia e conhecimento.

Ele enfatizou que a
participação de empresas brasileiras em grandes projetos na África tem de
ocorrer “cuidando do meio ambiente, cuidando do ambiente social,
constituindo-se em exemplo de como se pode trabalhar com uma dimensão humana ao
dar suporte ao desenvolvimento deste continente vasto e dinâmico”.

Fonte: Assessoria de Comunicação/ BNDES

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